Mãos dadas

ondas-2Bodisseia

Não serei o poeta de um mundo caduco
Também não cantarei o mundo futuro
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças
Entre eles, considero a enorme realidade
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida
Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes
A vida presente”

Carlos Drummond de Andrade
Todos nós lidamos com crises.
A falta de chuva (ou excesso dela).
Desemprego, violência, desperdício de recursos.
Conflitos, rupturas, disputas veladas.
Sentimentos de inadequação, frustração, tristeza.
A lista é longa demais, mas não percamos a esperança.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não há receita fácil para lidar com o difícil. Mas juntos, sempre há mais caminhos.
Sim, pode nos faltar coragem. A tentação de escapar, fingir que não vemos.
Por isso é preciso dar-se as mãos. 
Para que a boa luta seja enfrentada. A mudança necessária aconteça.
Para que ao por o dedo nesta ferida, vislumbremos uma possível cura.
Mas não é preciso ir só. 
Vamos de mãos dadas.
Se está difícil, amedrontador, cansativo.
Vamos de mãos dadas.
Leonardo Boff já dizia: em tempos de muita correnteza, só de mãos dadas não nos perderemos.
Este é um tempo assim.
Caudaloso. 
Mas acreditamos na força de compartilhar sonhos. No poder do aprender coletivo. Na força da cooperação.
Estamos presos à vida e olhamos vocês, companheiros de jornada heróica.
Para facilitar a travessia, criamos um novo espaço de encontrar pistas para uma vida com menos medo e ansiedade.
Esta é o nosso convite para uma Vida Nova!
Bom Pessach, Boa Páscoa!

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